Agnaldo Manuel dos Santos - Artista | Almeida & Dale

Agnaldo Manuel dos Santos

Ilha de Itaparica - Bahia, 1926
Salvador - Bahia, 1962

As primeiras inspirações e aspirações artísticas de Agnaldo Manuel dos Santos podem ter começado a surgir logo após 1947, quando se empregou como vigia no estúdio do escultor Mário Cravo Jr. Estimulado por Mário Cravo Jr., começou a trabalhar como seu assistente e a produzir suas próprias obras em 1953.

Ainda em seus primeiros trabalhos já é possível identificar a utilização de referências diversas, tais como as artes tradicionais africanas. Foi o fotógrafo e pesquisador Pierre Verger que, teria lhe mostrado fotografias de esculturas africanas, que se tornaram um interesse e uma influência em sua produção desde então. Agnaldo também teve contato com pelo menos uma exposição de arte africana realizada em Salvador, Bahia, no ano de 1959.

Agnaldo explorou a região bacia do rio São Francisco como mediador na aquisição e venda de carrancas. Foi por meio dessa relação comercial que ele conheceu e se tornou amigo de Francisco Biquiba dy Lafuente Guarany, considerado o mestre mais importante nesta arte. O crescente interesse de Agnaldo pelas Carrancas e pelas lições que aprendeu com Guarany refletiu em sua produção, que passou a incorporar cada vez mais elementos da estética peculiar das figuras de proas em algumas de suas obras, que receberam os nomes de “Cabeça de animal”, “Cabeça de tatu”, entre outros.

Extensa e variada, a obra de Agnaldo Manuel dos Santos foi produzida sempre com madeira, constantemente representando figuras antropomórficas ligadas a temas essencialmente brasileiros, que vão da religiosidade afro-brasileira, como é o caso das referências ao universo do candomblé, aos temas católicos, como os ex-votos em madeira que eram coletados nas viagens realizadas por ele e outros artistas modernos da Bahia na década de 1950.

Suas obras estão espalhadas por diversos acervos de museus no Brasil e no exterior, tais como o do Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, do Museu Afro Brasil, em São Paulo, e do Museum of Fine Arts, em Boston, Estados Unidos. Muitas de suas obras integram também importantes coleções privadas.

Título não identificado, data não identificada

madeira
46 x 23 x 20 cm

Título não identificado, c. 1961

madeira
36 x 16 x 16,5 cm

Cabeça de Rei, c. 1955

madeira
32,5 x 18,5 x 18 cm

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